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O que significa amar a Deus com toda a sua mente?

[Por John Piper]

O que significa amar a Deus com toda a sua mente? Existem vários componentes para o amor intelectual por Deus.

  1. Dedicar nossas mentes a conhecê-lO.
  2. Pensar clara e verdadeiramente sobre Ele, para que não tenhamos idéias falsas em nossas mentes.
  3. Não estar satisfeito com o mero conhecimento intelectual dos Seus atributos, caráter, e atos, mas intencionalmente devotar esforço para entregar nossas afeições (emoções) a Deus.

Se uma pessoa não mudar de um conhecimento intelectual de Deus e de uma maneira correta de pensar sobre Deus para uma entrega emocional a Deus, ela ainda não amou a Deus com sua mente. A mente ainda não amou até que tenha entregue seus pensamentos às emoções, onde elas são abraçadas. Assim, mente e coração estão trabalhando em certa harmonia e você experimenta ambos: amor intelectual e emocional por Deus.

Eu prefiro que as pessoas lidem com a mídia que contém violência e sexo, onde Deus é uma realidade urgente – embora não exista nada parecido na existência – em vez de uma mídia completamente limpa de tudo que é mau, mas também é absolutamente sem Deus.

Acho que a TV, os filmes, e a maioria dos meios de comunicação nos ferem: 1) pela sua ignorância e apatia em relação a Deus, e 2) por sua trivialidade. Portanto, não é apenas abandonar a realidade para a qual fomos criados, a saber,Deus; é também constantemente diminuir nossas almas aos pensamentos mais tolos, de modo que a capacidade de conhecer Deus é reduzida. Ele não é apenas retirado do quadro geral; a capacidade de apreciar algo grande como Deus está sendo diminuída por causa do entretenimento tolo a que as pessoas se entregam.

Delírio e mau caráter

Por Contardo Calligaris

1) CONTINUO pensando em Jorge Beltrão Negromonte da Silveira, o canibal do agreste. Ele tem uma visão do mundo que justifica sua vida e seus atos.

Com suas duas companheiras, ele era encarregado de uma missão divina: devia encontrar mulheres perdidas e purificá-las. Essa purificação passava pelo assassinato e pela ingestão da carne das escolhidas. A visão e a missão de Jorge eram delirantes, mas o que é um delírio?

O senso comum e a psicopatologia concordam: delírio é uma convicção inquestionável, incorrigível e muito pouco plausível. Além disso, um delírio não é apenas um exercício de fantasia, ele preenche a função (crucial) de dar sentido à existência do indivíduo que delira.

São poucas as pessoas saudáveis a ponto de conseguir viver sem se atormentar com a necessidade de resolver, como se diz, o enigma da vida. Ou seja, são poucas as pessoas para quem a experiência concreta se justifica por si só, pela alegria de viver. A maioria precisa recorrer a crenças que digam por que e para o que estamos aqui.

Ora, as crenças que explicam nossa razão de estar no mundo são todas inverossímeis. Claro, a “missão” canibalesca de Jorge nos parece mais estranha do que a crença de um cristão, mas isso pouco tem a ver com a verossimilhança. Como dizer o que é mais provável, que o filho de Deus tenha sido crucificado para nos redimir ou que Deus nos encoraje a redimir os pecadores filtrando-os pela nossa digestão? No fundo, a grande diferença é que as ideias de Jorge são só dele e de suas duas cúmplices, enquanto as ideias de um cristão são compartilhadas por 2 bilhões de pessoas. Por mais que seja pouco plausível, uma crença cessa de ser delírio quando ela se socializa.

A definição de delírio (no “Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais”, DSM-IV) diz que uma pessoa não pode ser diagnosticada como delirante se sua crença é “normalmente aceita por outros membros da cultura ou da subcultura dessa pessoa” -”um artigo de fé religiosa” não pode ser um delírio.

Síntese paradoxal: uma religião individual é um delírio, e um delírio coletivo deixa de ser delírio e se torna uma religião.

É um pouco frustrante dispor só de critérios quantitativos para decidir o que é delirante. Mas talvez a capacidade de compartilhar uma crença com outros já seja o sinal de uma certa “normalidade”.

2) Jorge e suas companheiras são loucos e delirantes. Será que a loucura e o delírio dispensam qualquer juízo moral? Será que, moralmente, todo delírio se vale?

Não estou convencido disso. Entendo que a urgência de dar sentido à vida leve alguém a escolher uma religião ou, se ele não conseguir, a elaborar um delírio próprio. Mas cada um é responsável pela qualidade da religião que escolhe ou do delírio que ele elabora.

Comparemos religiões. Posso acreditar que Deus me reconhecerá como seu filho à condição que eu leve uma vida ilibada e, a cada noite, eu me açoite, no silêncio do meu quarto. Ou, então, posso acreditar que ele me reconhecerá como filho à condição que eu desmascare, prenda e execute os pecadores, mundo afora.

Comparemos delírios. Posso acreditar que Deus quer que eu mude de sexo. Ou posso acreditar que Deus me encarregou de andar com pinças e bisturi no bolso, para mudar o sexo dos outros.

Conclusão: uma religião ou um delírio segundo os quais os outros deveriam pagar para que MEU mundo faça sentido são, no mínimo, provas de mau caráter.

3) Dúvida diagnóstica. Os canibais do agreste chamaram a atenção da polícia quando usaram o cartão de crédito de uma das vítimas. Isso era também parte do “ritual de purificação”?

Consideremos ainda uma frase do memorial de Jorge, descrevendo o fim da primeira das três vítimas: “Eu, Bel e Jéssica nos alimentamos com a carne do mal, como se fosse um ritual de purificação, e o resto eu enterro no nosso quintal, cada parte em um lugar diferente”.

Em tese, um delírio diria que aquilo ERA, sem sombra de dúvida, o ritual de purificação -nada de “como se fosse”.

Se o tribunal me consultasse como perito, talvez eu alegasse o estelionato e essa frase para afirmar que Jorge não é um louco, mas um perverso, que manipulou duas abobadas e deixou alguns escritos, tudo com a intenção de urdir crimes sinistros e de ser reconhecido (e assim “desculpado”) como louco.

[Fonte: Folha de S.Paulo, 26 de abril de 2012, Ilustrada]

Não há diferença, somos todos pecadores

Somos diferentes uns dos outros, nossas digitais confirmam isso. No entanto, quando o assunto é pecado, somos todos iguais –“pecadores”.

Na carta aos Romanos, Paulo afirma “…porque não há diferença. Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.” (Rm 3:22-23).

E por sermos igualmente pecadores fomos todos reprovados pela justiça de Deus. Nisso não há privilégios, o Senhor é imparcial.

A Bíblia diz que “não há um justo, nem um sequer” (Romanos 3.10). Não importa a posição social, econômica, religiosa, geográfica, todos são iguais.

O pecado afundou todas as pessoas nas profundezas da maldição, afastando-as das heranças celestiais, e da glória de Deus. Contudo, Deus planejou reconciliá-las consigo mesmo, e devolvê-las estes privilégios novamente. Oferecendo-lhes o perdão e a remissão dos pecados através da sua Graça, por meio da fé em Jesus Cristo (Ef. 2.8; Rm 3.24).

Com isso, propiciou uma nova oportunidade para todas as pessoas que crêem em seu filho Jesus se tornarem membros da sua família. Esta é uma ótima notícia.

Jesus tem o poder de anular a força do pecado e o efeito da sua maldição. Para tanto, é necessário crer que Ele é o Salvador, e entregar sua vida a Ele.

A Bíblia diz que o Senhor se fez maldição por nós (Gálatas 3.13), levou sobre si os nossos pecados (1 Pedro 2.24), a fim de nos resgatar da maldição da lei, e nos devolver a condição de filhos, co-herdeiros com ele na sua glória (Romanos 8.17; Efésios 6.3).

A Graça, diferentemente do pecado, nos eleva as alturas da comunhão e das bênçãos de Deus.

Deus abençoe!

Para tudo há uma ocasião certa

Entender que para tudo há uma ocasião certa, nos permite discernir o compasso da vida, o tempo e os propósitos de Deus – ler Eclesiastes 3. No entanto, o que para nós significa “estar dentro do tempo e do propósito do Pai”, para outros pode apenas representar falta de senso. Isso não é importante, apenas discernir e aceitar o que Ele pode fazer em nós, por nós no tempo que ainda nos resta nesta vida – enquanto esperamos conhecê-lo como Ele é – na eternidade.

Que Deus nos dê sabedoria para discernir o tempo, e os desafios que temos pela frente – desafios estes que estão a nos testar, perturbando-nos a tomar constantes decisões. No entanto, que estas decisões não sejam motivadas pela razão, nem pela emoção, mas pelo seu Espírito. Que todas elas, inclusive aquelas que consideramos de menor valor – sejam feitas ou tomadas com a espiritualidade devida.

Considerações Pessoais
Aproveite neste dia, cada momento com o Pai Celestial, com seu cônjuge e filhos. Fale, escute, aja – “tente fazer tudo na ocasião certa”. Que eles se sintam amados por você, valorize-os com elogios, demonstre isso com obras. Não tenha medo de ser quem você é. Você não precisa se esconder atrás de uma máscara para ser amado por eles. Seja honesto e franco, e terá o devido respeito.

Guardemos essas sábias palavras de Deus - “Para tudo há uma ocasião certa” (Eclesiastes 3.1 p/a).

O Seu Futuro está bem Protegido no Coração de Deus

O medo do futuro é uma forma de negação ao amor de Deus. Reconhecer SEU AMOR, significa crer no amanhã próspero que ELE nos reservou. Antes mesmo que existíssemos, o Senhor desenhou um caminho especial para nossas vidas. Não importa o quanto o diabo tente apagá-lo ou distanciá-lo de nós. Se confiarmos no Pai, ELE fará tudo conforme desenhou.

A minha, a sua e a história de todos os que crêem em Jesus é linda, pois foi o Pai quem a escreveu. Por isso, hoje,  levante sua cabeça e reconheça no seu coraçao o GRANDE AMOR do PAI, o qual fará brilhar seu futuro em meio a escuridão deste mundo.

Seu futuro está bem protegido no coração de Deus, e dia após dia sua mão o manifestará em sua vida.

Deus te abençoe!

Qual o significado de “Igreja”?

A igreja é constituída por todos aqueles que crêem e reconhecem a Jesus como Filho de Deus.

Definição da palavra “Igreja”

O vocábulo “igreja” vem do termo grego ekklesia, e também do latim ecclesia, que significa “uma assembléia de convocados para fora”. Na antiga Grécia seu sentido era vasto e tinha conotações como “assembléia popular dos cidadãos da cidade”. Por vezes, se alinhava ao sentido de “convocação extraordinária”. A Septuaginta, tradução do Antigo Testamento (do hebraico para o grego), emprega o termo ekklesia aproximadamente cem vezes, relacionando-o com o vocábulo hebraico qahal: assembléia, congregação, multidão (de Israel), e significa uma convocação para uma assembléia e, para o ato de reunir-se (Dt 9. 10; 2 Cr6.3). Nota-se que ekklesia é usada com frequência na Septuaginta para traduzir a palavra qahal, e nunca ‘edah (sinagõgê, igual a sinagoga).

No entanto, o uso do termo ekklesia no Novo Testamento possui um significado mais específico. Em Mateus 16.18, a palavra foi usada pela primeira vez por Jesus, referindo-se aos seus discípulos. Ele afirmou: “Edificarei a minha igreja” (grifo nosso). Aqui a palavra “igreja”. (ekklesia) transliterada do original (grego), refere-se a uma soma da preposição ek (fora de) e o verbo Kaleõ (chamar).

Por conseguinte, ekklesia exprime o conceito de “um grupo de cidadãos chamados e reunidos para fora, visando um propósito especial”. Já o vocábulo grego kuriakos (pertence ao Senhor) que é encontrado no Novo Testamento por duas vezes (1 Co 11.20 e Ap 1.10), deu origem ao termo Church (“igreja”) em inglês. Tinha o significado de lugar onde se reunia a igreja (ekklesia).

Entre muitos usos da palavra ekklesia, alguns se destacam como mais importantes:

1. Identifica uma reunião de crentes de alguma localidade específica, ou seja, uma igreja local (At. 11.26).

2. Identifica igrejas domésticas, ou seja, os lares-igrejas (1Co 16.19). O fato de que os pequenos grupos em casas individuais se chamam ekklesia (1 Co 16.19) indica que nem a importância da cidade, nem o tamanho numérico da assembléia determinam o emprego do termo. O que conta é a presença de Cristo entre as pessoas, e a fé que nelas é alimentada por Ele.

3. Identifica um grupo de igrejas, como as igrejas da Judéia, da Galiléia e de Samaria (At 9.31). Isto não significa que as igrejas constituíam uma organização, como a que atualmente se chama de “denominação”.

4. Identifica de forma mais geral a totalidade da igreja no mundo inteiro (1 Co 10.32).

5. Identifica, em seu sentido mais significativo, todo o corpo de fiéis, quer no céu, quer na terra, que se uniram ou se unirão a Cristo como seu Salvador (Ef 3.10).

Hoje, “igreja” leva muitos outros sentidos, bem como: prédios, templos (“vou à igreja”, “a igreja ficou glamorosa depois da reforma”), denominações (“minha igreja é melhor que as outras”), entretanto, seja como for, o sentido bíblico de “igreja” refere-se primeiramente àquelas pessoas que foram “chamadas” para a comunhão com Deus mediante a obra salvadora de Jesus Cristo e que desde então pertencem a Ele.

Creio na ressurreição do corpo

Os cristãos do primeiro século escandalizaram o mundo afirmando que Deus se fez carne, padeceu e morreu no corpo, e no corpo ressuscitou. O Credo Apostólico ecoou no mundo antigo e reverbera até hoje: Creio na ressurreição do corpo, o que acarreta uma absoluta revolução na vida desde aqui e para a eternidade. A respeito disso, Paulo Brabo comenta a obra de Alan F. Segal,Life After Death, que discorre sobre a geografia e a história da vida após a morte na cultura ocidental, e também a respeito da radical diferença entre o pensamento grego e o pensamento judaico-cristão.

Os gregos acreditavam que a essência do ser humano é a alma. O corpo é uma prisão, disse Platão. Acreditavam que o corpo era perecível e efêmero, diferente da alma, imperecível e eterna.

Mas a Bíblia Sagrada ensina diferente. Os primeiros cristãos sabiam que o corpo seria preservado para a vida eterna, pois não somente a alma, mas também o corpo é parte essencial do que somos.

Os gregos falavam da vida eterna em termos de imortalidade da alma; os judeus e os primeiros cristãos falavam da vida eterna em termos de ressurreição do corpo, comenta Paulo Brabo. O ser humano é indissociável do corpo. Não é correto dizer que temos um corpo, pois na verdade, somos um corpo. A morte física não é, portanto, a oportunidade de nos livrarmos da prisão do corpo, pois é na ressurreição que é redimido e encontra finalmente sua plenitude. Paulo, apóstolo, ensina que, na ressurreição do corpo, o que é mortal é revestido de imortalidade, e o que é corruptível é revestido de incorruptibilidade. A esperança cristã é claríssima: a morte não implica a reencarnação, nem tampouco a dissolução do corpo (e do espírito e da alma) no todo etéreo imaterial. A morte não é a última palavra, pois vivemos na esperança da ressurreição: Se esperamos em Cristo apenas nesta vida, somos os mais miseráveis dos homens, disse o apóstolo Paulo.

Não deve causar espanto, portanto, o fato de Jesus ter dado tanta importância ao corpo. Seus milagres se concentraram na restauração do corpo. Isso pode ser entendido de duas maneiras. Primeiro como denúncia profética da condição humana que resulta da rejeição a Deus. As curas de Jesus são de fato uma dramatização exterior da restauração da identidade humana. A sabedoria judaica diz que a idolatria é um caminho de desumanização: os ídolos têm boca, mas não falam; olhos, mas não vêem; pés, mas não andam. O poeta bíblico diz que todos os que adoram ídolos acabam se tornando iguais a eles, isto é, desumanizados, coisificados, sem vida. Paulo, apóstolo, diz que o que nos confere identidade humana é o sopro divino, e que, uma vez que trocamos a glória do Criador pela glória das criaturas – ídolos, perdemos nossa identidade humana. Quando Jesus cura um cego, um homem mudo, um aleijado ou um leproso, está não apenas mostrando o que nos tornamos, como também e principalmente mostrando o que podemos e devemos nos tornar quando redimidos e reconciliados com Deus.

As curas físicas operadas por Jesus apontam também para o fato de que a redenção é essencialmente o resgate da plena identidade humana, o que necessariamente implica a redenção também do corpo. Isso não significa, como entendiam os gregos, que, ao realizar curas físicas, Jesus se rebaixou aos cuidados do corpo. Muito ao contrário, ao curar o corpo Jesus aponta exatamente a elevação do corpo como imprescindível constituinte da verdadeira, ou integral, identidade do que se pode chamar humano.

Não é pouco, portanto, celebrar a Páscoa como festa da ressurreição. Os cristãos, em todos os tempos, afirmam algo singular: cremos que Deus se fez carne; cremos que padeceu, morreu e ressuscitou em carne; cremos na ressurreição do corpo.

Celebrar a Páscoa como ressurreição de Jesus é afirmar a vida em sua plenitude e o ser humano em sua totalidade. Celebrar a Páscoa como ressurreição é afirmar o corpo como sagrado. Celebrar a Páscoa como ressurreição é afirmar a esperança da vida eterna!

Por Ed René Kivitz